Tags

, , , , , , , , ,

Depois de dois posts falando como encaixar as novas raças básicas de D&D4 em Dragonlance, chegou a hora de trilhar o caminho oposto. Hoje vamos adaptar uma das raças mais icônicas de qualquer cenário de fantasia e certamente uma com as histórias e tragédias mais bem trabalhadas em Dragonlance: os Elfos de Ansalon!

Num breve resumo, os elfos foram um dos três povos primogênitos de Krynn. Tendo vivido por muito tempo no coração das floresta, foi através dos esforços de um guerreiro chamado Silvanos que muitos deles deixaram seu modo selvagem para construir uma nação. Desta primeira cisão surgiram os Silvanesti ― os altos elfos das cidades ―; e os Kagonesti ― partidários do líder Kagonos que não abriram mão de sua tradição selvagem.

Séculos mais tarde, as desavenças entre dois irmãos criaria uma nova separação. Sithas, o então líder dos Silvanesti não tolerou a amizade e o amor de seu irmão Kith-Kanan pelos humanos (e por uma mulher em especial). Destes conflitos sangrentos surgiram os Qualinesti, liderados por Kith-Kanan e seus descendentes. Foi também nesta época que houve o maior nascimento de meio-elfos.

Como podemos ver, temos três tipos básicos de elfos no mundo de Dragonlance: os elfos selvagens, os altos-elfos e os meio-elfos (há ainda dois tipo de elfos marinhos, mas não tratarei deles agora). Para adaptar para D&D4e, teoricamente seria bem simples. Bastaria dizer que Elfos são os Kagonesti, Eladrin são os elfos altos (Silvanesti e Qualinesti) e os meio-elfos são… bem, os meio-elfos!

O problema é que na quarta edição temos o conceito dos elfos como Fey, e vindo originalmente da Feywild. Como poderíamos converter isso para Dragonlance?

Imagino que na época do surgimento dos elfos durante o início da Era dos Sonhos (aproximadamente de 9.000 a 4.000 anos antes do Cataclismo) os planos irmãos do plana material estivessem mais próximos e as grandes florestas virgens tivessem uma integração mais direta com a Feywild. Mas o contato com os outros povos e as várias guerras que cruzaram o mundo acabaram distanciando a Agrestia das Fadas do plano material.

Enquanto os Qualinesti se aproximaram mais dos humanos e os Kagonesti dos espíritos da natureza, os Silvanesti estudaram cada vez mais o poder arcano das Luas e sua influência, o que lhes permitiu um conhecimento limitado de como cruzar pequenos espaços através dos planos, talvez aprendido na época da conclusão da Primeira Dragon War ou até mesmo durante seu período de reclusão após a divisão entre os altos-elfos.

Sendo assim, considere:

Silvanesti
- Raça: usar Eladrin.
- Background: vários, de acordo com a casa ou casta que o personagem pertence.

Qualinesti
- Raça: usar Elf ou ainda Eladrin substituindo o Fey Step por Elven Accuracy.
- Background: Diplomacy e Insight como skills associados.

Kagonesti
- Raça: usar Elf com o variação do Wild Elf presente no Neverwinter Campaing Setting.
- Background: Nature, Perception e Stealth como skills associados.

Meio-elfos
- Raça: usar Half-elf (apesar de que eu colocaria DEX como uma opção secundária de atributo).
- Background: Bluff, Insight e Streetwise como skills associados.

Mesmo o Elf se encaixando tão bem para os Qualinesti, acho que todos os bônus de “alto-elfos” combinam com esse povo por se aproximar bastante do que era o elfo de AD&D, com bônus contra encantamentos e sono. E apesar do Fey Step ser uma grande quebra de continuidade com o Silvanesti, por algum motivo acho que o poder casa muito bem com esse povo distante e recluso.

Quanto aos meio-elfos filhos de Silvanesti, acho que não seria nenhum absurdo dizer que eles possam ter sangue ‘Eladrin’, permitindo assim acesso aos seus feats raciais. Só acho que daria um pouco mais de trabalho com o character builder…

Por enquanto é isso ai. Compartilhe também sua visão de adaptação e deixe outras sugestões. Até a próxima!