Olá Companheiros!
Para começar bem o ano, resolvi falar de um dos maiores ícones de Dragonlance: os Cavaleiros da Solamnia!

Provavelmente a mais famosa ordem de cavaleiros de Dungeons and Dragons e da literatura fantástica, a história dela se mescla com a própria história de Ansalon. Fundada por Vinas Solamnus em 1775 AC decorrente de uma visão enviada pelos deuses Paladine, Kiri-Jolith e Habbakuk, os Cavaleiros da Solamnia são dedicados a proteção de seu país, mas acima de tudo, aos ideais de honra.
Ela é composta por três ordens. A primeira é a dos Cavaleiros da Coroa: leais, obedientes e humildes, eles formam o maior contingente dos cavaleiros. A segunda é a Ordem da Espada: mais experientes e habilidosos, eles são também os mais devotos aos deuses e por isso recebem o dom da cura. A terceira e mais elevada é a Ordem da Rosa: sábios e justos, eles são os comandantes e líderes dos cavaleiros.
Apesar de terem sua própria estrutura e hierarquia, as três ordens são interligadas, tendo um representante máximo de cada ordem e um Grão-mestre que lidera o Conclave dos cavaleiros sempre que se faz necessário.
O Código dos Cavaleiros é estabelecido através do Voto e das Mesuras. O Voto é o famoso lema dos Cavaleiros “Est Sularus oth Mithas” que em solamnico significa “Minha honra é minha vida”. Já as Mesuras são um conjunto de tomos com regras de conduta que dizem como o cavaleiro deve se portar e como viver o Voto, mas que com o tempo passou a ser demasiadamente extenso e burocrático. Foi graças ao sacrifício do cavaleiro Sturm que os Cavaleiros perceberam que o Voto era mais importante e que as Mesuras se tornavam impraticáveis e necessitavam ser revistas.
Bom, depois deste pequeno resumo, vamos ao que interessa: como usar os Cavaleiros em nossos jogos de D&D4? Como podem ter percebido, um dos grandes problemas está na na forma que a Ordem é organizada. Tendo três ordens e que necessariamente cada cavaleiro tem que passar por cada uma delas para chegar a mais alta, fica difícil pensar nesta progressão em forma de classes. Felizmente hoje possuímos a mecânica dos temas, o que torna muito mais fácil a transição de uma temática para outra sem alterar a classe de personagem.
Minha primeira sugestão é que cada personagem assuma a classe que acha que mais se adequa a ordem que ele pretender se dedicar e trabalhar paralelamente com os temas para cada posição. Segue abaixo uma pequena relação de classes e temas de acordo com as hierarquias.
ORDEM DA COROA
Classes: Fighter (Weaponmaster) / Fighter (Knight)
Temas: Chevalier / Guardian / Samurai
ORDEM DA ESPADA
Classes: Cleric (Warpriest) / Paladin / Paladin (Cavalier)
Temas: Knight Hospitaler / Ordained Priest
ORDEM DA ROSA
Classes: Warlord (Marshal) / Fighter
Temas: Neverwinter Noble (Solamnic Noble) / Noble
Essas são algumas linhas guia, é claro. Nada impede que seja feito um Warlord como Cavaleiro da Coroa. Mas em geral o papel de defensor cai bem para a Ordem da Coroa e o de líder para a Ordem da Espada e da Rosa. Já a fonte de poder Divino está mais relacionada a Ordem da Espada enquanto a da Coroa e da Rosa são mais Marciais. Pensei nisso ao fazer sua escolha.
Minha segunda sugestão é que você ignore completamente essa questão de transição entre ordens e que ao ingressar como escudeiro nos Cavaleiros da Solamnia, o jovem deve escolher entre uma das três ordens para servir, semelhante ao que fazemos nas nossas Forças Armadas. É mais simples e poupa muita dor de cabeça!
Um último detalhe que considero importante é a escolha de alinhamento. Apesar de ser um ordem que prega a honra e bondade, muitas vezes é difícil julgar o carácter de uma pessoa, especialmente se ela se esconde atrás de fortes linhagens familiares e posição de influência. Considero que em geral os cavaleiros sejam Good ou Lawful Good, mas não acho improvável ter cavaleiros Unaligned, especialmente nas épocas que os deuses ficaram distantes e a corrupção adentrou até mesmo na Ordem milenar.
For fim, deixo a recomendação de dois artigos. O primeiro é a adaptação dos Cavaleiros da Solamnia como temas e Paragon Paths no site Dragonlance Nexus. Já o segundo é um artigo sobre o uso da mecânica de Honra publicado na Dragon Magazine 404 (requer assinatura no D&D Insider). Pode ser bem interessante para o cavaleiro do seu grupo!
Até a próxima!

Muito bom o resumo. Mas não rola na 4ed. Fica mt fora do propósito “drama” do RPG oldschool que é o cenário … fica fácil demais jogar nas novas regras com tantos poderes e habilidades ilimitadas e tudo mais … vo mestrar no 3.5 … não consigo no 4ed …
Olá Tiago, bem-vindo ao Dragonlance 4e! É uma pena que não curta a quarta edição, ou pelo menos para reviver Dragonlance nela.
Entendo sua crítica mas não acho que os poderes sejam o problema. Os poderes ilimitados são pouco mais do que as manobras de ataque ajustadas por um ou outro feat.
Ao meu ver, a mecânica dos Healing Surges é que estaria mais deslocada por ser voltada para uma melhor dinâmica de jogo com vários encontros sucessivos. Na verdade acho a mecânica muito boa, apenas a quantidade e a forma de recuperar-los que pode ser problemática dependendo da forma do jogo.
Ainda assim, acho que o drama é construído pelo grupo. O conjunto de regras deve apenas satisfazer o grupo. Se D&D4 não é para você, desejo um bom jogo na 3.5, e recomendo o Knightly Orders of Ansalon caso queria usar os Cavaleiros da Solamnia nos seus jogos. A adaptação do Campaing Setting ficou muito fraca mas eles conseguiram suavizar o problema das multi-classes neste suplemento.
Alias, acho que esse problema ficou muito mais fácil de contornar na 4e, como comentei acima
Enfim, o importante é jogar Dragonlance! Boas aventuras!
Na verdade eu curti o 4ed, mas não no clime de Dragonlance … sei lá, eu jogando há uns 12 anos atrás (2001) com um Kagonesti bárbaro no recém 3ed em inglês ainda com 14 anos … é muito bom, fiz parte da campanha sozinho, depois me uni aos demais … e ainda tive um personagem que era cavaleiro de Solamnia … não sei, mas creio eu que não fica a mesma coisa jogando no 4ed … muito mudou. Até é por isso que nunca fizeram a versão de Dragonlance pra 4ed … Resolvi que vou mestrar em Forgotten mesmo na 4ed apenas por diversão … Dragonlance vo guardar pra mim … ganhei a trilogia dos twins originais e vou ficar com elas na minha imaginação, lendo e pirando … mas eu toparia jogar no 4ed, mas mestrar não, haha … se você for de Curitiba … seria afim de fazer um personagem bem típico ….
Tenho certeza que foi ótimo, Tiago. Mas saiba que adaptação da terceira edição também foi um quebra de paradigma muito grande em cima da versão de AD&D. Os Kagononesti, por exemplo, tinham bônus de +1 STR, CON, +2 DEX e -3 INT. As edições mudam e são necessárias algumas atualizações, isso é normal.
Eu realmente acho que Dragonlance pode ficar ótimo na 4e, mas talvez para você não seja. Ainda assim, convido para continuar por aqui vendo as sugestões. Quem sabe uma hora não te convenço?
Mas quanto a jogarmos juntos, infelizmente ficaria muito difícil. Estou bem longe dai!
Grande abraço!
Uma solução fácil e prática, mas como é que ficaria no caso de um PJ querer mudar de Ordem? Usaria-se o Retreinar ou apenas trocaria-se o tema?
O problema de usar uma PP para cada Ordem é que pra mudar de ordem seria um pé no saco, ter que re-fazer grande parte da ficha. Poderes seriam substituidos, daria tanto trabalho que desencorajaria uma mudança deste tipo.
Uma saída obvia para isso seria dizer que entre as novas (e revisadas) mesuras fica proibida a troca de Ordem.
Ou sera que esta troca já é proibida e eu estou ainda sob o efeito de espumantes de reveillon?
Minha ideia era essa: mudou de Ordem, muda de tema.
Ou não, depende muito de como você vai querer encarar. Mas acho que a mudança de tema seja uma forma muito menos agressiva de representar essa mudança de Ordem.
Mas gostei muito da sua sugestão da revisão das Mesuras! É uma ótima forma de encaixar a mudança de paradigma dentro do jogo.
Quanto as Paragon Paths criadas pelo pessoal do Dragonlance Nexus, acho que vale para representar aqueles que resolvem se dedicar exclusivamente a uma das Ordens. Depois que você aceita o cargo, não pode mais sair
Muito bom o texto….quase me deu vontade de jogar 4e….
Acredita que tua resposta caiu na caixa de spam? Só vi agora por acaso
Mas volte a jogar, Felipe! I know there is good in you!